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Sobre mim e este espaço

Sou uma jornalista de São Paulo que trabalhou por cerca de sete anos na ELLE Brasil, primeiro como repórter de moda, depois como editora online e redatora-chefe. A maior parte da minha experiência e do meu interesse no jornalismo é cobrindo moda, beleza e assuntos relacionados ao comportamento humano na internet, especialmente redes sociais.

Mas tenho muitos outros interesses além do jornalismo e a ambição deste espaço é tentar abarcar todos eles sem o compromisso de ser bem-sucedida. Quando pedi demissão para tirar um período sabático, no fim de 2021, logo me ocorreu que eu deveria ter um portfólio online caso freelas ou projetos irrecusáveis caíssem do céu. Mas a ideia de um site com vários links para matérias que eu já escrevi não parecia fazer jus à minha real experiência dos últimos anos, que foi muito mais voltada a planejamento de conteúdo e gerência de equipe. Deixei meu Linkedin atualizado para contemplar essa parte, mas ainda assim não sentia que essas coisas me representavam como profissional (menos ainda como ser humano).

Foi quando me deparei com o conceito de jardins digitais” (mais especificamente este texto). Uma expressão relativamente nova para a ideia de um blog. Não um blog como os que tive na adolescência, um blog diferente, sem ordem cronológica, mais organizado por tags e wikitags (ou por qualquer hierarquia que faça sentido pra mim), que não comporta apenas postagens finalizadas, mas principalmente notas, centelhas de ideias e pensamentos. Pra mim, que ando me deixando levar cada dia mais por interesses aleatórios que pouco ou nada têm a ver com a minha formação, foi impossível não sonhar com um espacinho meu na internet para despejar tudo isso. Um lugar em que minha experiência profissional tem a mesma relevância que as minhas construções no The Sims, em que posso colocar em prática minha obsessão por listas e organização, treinar programação, experimentar formatos e, ainda, registrar este momento único da minha vida para olhá-lo com carinho no futuro.

Depois de passar dias imersa estudando esses jardins, decidi usar a plataforma Blot, que é simples, não possui uma interface de publicação (as postagens são feitas a partir de arquivos que jogo no meu Dropbox) e é altamente customizável. Vou deixar alguns links abaixo sobre jardins digitais e tópicos relacionados, caso alguém se interesse em criar um também — não que este aqui siga exatamente as premissas do conceito, que fala muito sobre aprender em público e ir cultivando as sementes (notas) até elas virarem uma planta (textos evergreen).

Links úteis